Glória de Dourados, 14 de Outubro de 2019
Quinta, 25 de Julho de 2019 - 07h31
Rafaat teve túmulo violado e corpo queimado por integrantes do PCC
A ordem foi dada por Elton Leonel Rumich da Silva, o "Galã", um dos principais líderes da facção na fronteira

Campo Grande News

Investigações da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul apontam, Elton Leonel Rumich da Silva, o "Galã", um dos principais líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) no Paraguai, ordenou que integrantes da facção violassem o túmulo do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, morto a tiros de metralhadora calibre 50, em junho de 2016.

O crime aconteceu exato um ano após a execução de Rafaat, considerado o chefe da fronteira até sua morte. No dia 15 de junho de 2017, três integrantes da facção paulista foram ao cemitério municipal de Ponta Porã, desenterraram o caixão do narcotraficante e atearam fogo em seu corpo.

Toda a cena foi gravada pelos criminosos. O vídeo foi encontrado no celular de Lucas Pereira Theodoro, preso em flagrante no dia 11 de agosto de 2017 em uma operação da Polícia Federal que descobriu um “bunker” da facção paulista na fronteira.

Nos celulares apreendidos no mesmo dia, os policiais encontraram conversas em que “Galã” orienta os comparsas a sumirem com o caixão para “causar pânico e demonstrar que eles estavam fortemente na pista”. A violação do tumulo foi confirmada pela esposa de Rafaat e também pelo coveiro do cemitério.

Além de Lucas, Jonathas Carlos Gonzales, conhecido como Zóio e Luiz Henrique da Silva, o Batata, foram identificados como autores do crime através da imagem.

Desde a morte do narcotraficante, Elton Leonel é apontado pela polícia como o mandante do crime. Segundo a polícia paraguaia, “Galã” foi enviado com a missão de expandir as ações do PCC em território vizinho, principalmente no controle do tráfico de drogas e armas, mas encontrou Rafaat no caminho, que não permitia o avanço das facções na fronteira.

Em um ataque cinematográfico, arquitetado por Galã, Rafaat foi morto a tiros de metralhadora calibre 50, que perfuraram a blindagem do seu utilitário Hummer preto. O atirador, o também brasileiro Sérgio Lima dos Santos, foi ferido na boca por um dos seguranças de Rafaat e acabou preso.

 
Bens apreendidos pela PF no bunker (Foto: Divulgação/Justiça Federal)Bens apreendidos pela PF no bunker (Foto: Divulgação/Justiça Federal)

O bunker – Em cumprimento a mandados de busca e apreensão em endereços ligados a “Galã” a polícia encontrou o “bunker” do PCC (Primeiro Comando da Capital), com armas, munições e maconha. Na ocasião foram presos em flagrante Diovani Luiz Bello, Sergio Denis Sierra Ayala, Lucas Ferreira Theodoro e Luís Henrique da Silva.

As investigações comprovaram que “Galã” era o chefe do grupo e que Sergio e Ivanilton Moretti, o Grandão – assassinado no dia 24 de julho do ano passado em uma boate de Pedro Juan Caballero – eram seus principais ajudantes. Os outros três presos vinham abaixo na “hierarquia”.

 
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