Glória de Dourados, 16 de Janeiro de 2018
Terça, 19 de Dezembro de 2017 - 08h06
Esquema causou prejuízo de R$ 750 mil aos cofres de MS
Fiscais tributários cobravam propina para perdoar dívidas de empresários junto ao fisco

Correio do Estado

Segunda fase operção foi deflagrada hoje, pelo Gaeco - Arquivo/Correio do EstadoO esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na operação Bolsão, causou prejuízo de R$ 750 mil aos cofres públicos, conforme o Ministério Público Estadual (MPE). Hoje, foi deflagrada a segunda fase, denominada Padrinho -termo utilizado entre os fiscais e empresários para tratar dos pagamentos de propinas..

De acordo com o MPE, nesta fase, foram cumpridas ordens de busca e apreensão, expedidas pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Paranaíba, nas cidades de Aparecida do Taboado e Paranaíba, na residência e empresas dos envolvidos, além da Secretaria da Fazenda e Agência Fazendárias (Agenfa) de Paranaíba e também em Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.

Os alvos são fiscais estaduais, empresários, contadores e terceiras pessoas que, em acordo de vontades, se uniram para exigir propina de empresários a fim de interferir na fiscalização tributária estadual e assim fraudar o erário público. 

Segundo o Gaeco, o grupo cobrava propina para perdoar dívidas de empresáiros com o fisco estadual. Para  mascarar os ganhos ilícitos, os acusados depositavam o dinheiro arrecadado por suborno transitava em contas bancárias  de familiares. “As investigações referentes à primeira fase da Operação Bolsão ensejaram o oferecimento de denúncia criminal contra todos os envolvidos, cujo processo já está em fase final de instrução processual”, informou  a coordenação do Gaeco.

Com relação a operação deflagrada hoje, o MPE informou que as investigações continuam para o fim de análise de todo o material apreendido.

PRIMEIRA FASE

Esquema de propina envolvendo auditores fiscais do Estado foi descoberto durante investigação e desmontado em fevereiro. Na ocasião, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. Dentre os alvos estavam as agências fazendárias de Cassilândia e Paranaíba e a sede da Secretaria de Estado de Receita e Controle de Paranaíba. Foram quatro mandados de prisão temporária e seis mandados de condução coercitiva, dentre eles de dois auditores fiscais lotados nas cidades de Paranaíba e Cassilândia.

As residências dos investigados foram alvos de busca e escritórios de contabilidade, também. No início do ano a operação envolveu seis promotores de Justiça e 32 policiais militares.

 
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